terça-feira, 12 de junho de 2012

Feliz dia dos namorados!



Para alguns um dia comercial, para outros uma data especial, de comemoração, de celebração do amor. Fato é que em várias partes do mundo pessoas comemoram das mais diversas formas o dia de hoje. Cadeados se fecham, desejos são feitos, cartões são escritos, palavras são ditas e, amanhã, relacionamentos são terminados. É bem verdade que o dia 13 de junho não é tão propício para o fim de namoros, mas tomemos o “amanhã” como qualquer outro dia 13. Amanhã, tudo o que foi sufocado pelo egoísmo hipócrita, imperativo em muitas relações , aflorará e os cadeados se abrirão, os planos se quebrarão, os cartões virarão palavras e as palavras simples cartões.

Hoje deveria ser uma data de reflexão. Um momento para que nada do que fosse dito ou feito corresse o risco de se tornar uma simples lembrança. As pessoas se acostumaram a viver o momento intensamente, verdadeiramente, aquele segundo, sem se preocupar com o que aquilo representará, como se fosse idôneo lançar um “eu te amo” e amanhã dizer “eu te amei”, uma leitura inteligente de Vinicius mas, talvez, maldosa com o próximo. Isso porque, se existe alguém que acredita no amor como algo imutável, uma flor que brota em um único coração pra jamais morrer, esse alguém está fadado ao sofrimento.

A sociedade elegeu o amor mutável como definição para esse sentimento. Basta observar para quantas pessoas diferentes já desfilamos nosso amor e o quão deve ser considerado normal o nosso amor, num dia 13, desfilar em mão alheias. E mais, o quão humanos nos sentimos ao ver nossas lágrimas enxugadas por outras mãos, numa remissão insana da ferida outrora aberta em nossa alma. O amor verdadeiro, atualmente, é aquele que satisfaz a necessidade até a necessidade de um novo amor.

Sejamos sinceros uns com os outros!Falemos quando não gostarmos mais, afinal, o que importa é encontrar alguem que nos faça feliz e não abrir mão do que for necessário pra fazermos parte de um casal feliz. A vida a dois há tempos não é mais valorizada, o casamento é uma instituição falida. A surpresa é encontrar cada vez mais cedo a derrocada dos relacionamentos. Hoje não existem casais, existem duplas. Duas linhas paralelas num egoísmo infinito e natural, um mecanismo de defesa, o que nos leva a crer que todas as demonstrações de carinho são, na verdade, demonstrações de amor próprio e é justamente quando esse amor próprio é ferido que os relacionamentos acabam. Acabam! E tudo o que foi vivido torna-se memória normal.

O amor é normal e o egoísmo é saída para o sofrimento. “Que seja eterno enquanto dure”.Feliz dia dos namorados! Expressão maior do Romantismo no mundo moderno.

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