Para alguns um dia comercial, para outros uma data especial,
de comemoração, de celebração do amor. Fato é que em várias partes do mundo
pessoas comemoram das mais diversas formas o dia de hoje. Cadeados se fecham,
desejos são feitos, cartões são escritos, palavras são ditas e, amanhã,
relacionamentos são terminados. É bem verdade que o dia 13 de junho não é tão
propício para o fim de namoros, mas tomemos o “amanhã” como qualquer outro dia
13. Amanhã, tudo o que foi sufocado pelo egoísmo hipócrita, imperativo em
muitas relações , aflorará e os cadeados se abrirão, os planos se quebrarão, os
cartões virarão palavras e as palavras simples cartões.
Hoje deveria ser uma data de reflexão. Um momento para que
nada do que fosse dito ou feito corresse o risco de se tornar uma simples lembrança.
As pessoas se acostumaram a viver o momento intensamente, verdadeiramente,
aquele segundo, sem se preocupar com o que aquilo representará, como se fosse
idôneo lançar um “eu te amo” e amanhã dizer “eu te amei”, uma leitura
inteligente de Vinicius mas, talvez, maldosa com o próximo. Isso porque, se
existe alguém que acredita no amor como algo imutável, uma flor que brota em um
único coração pra jamais morrer, esse alguém está fadado ao sofrimento.
A sociedade elegeu o amor mutável como definição para esse sentimento. Basta
observar para quantas pessoas diferentes já desfilamos nosso amor e o quão deve
ser considerado normal o nosso amor, num dia 13, desfilar em mão alheias. E
mais, o quão humanos nos sentimos ao ver nossas lágrimas enxugadas por outras
mãos, numa remissão insana da ferida outrora aberta em nossa alma. O amor
verdadeiro, atualmente, é aquele que satisfaz a necessidade até a necessidade
de um novo amor.
Sejamos sinceros uns com os outros!Falemos quando não
gostarmos mais, afinal, o que importa é encontrar alguem que nos faça feliz e
não abrir mão do que for necessário pra fazermos parte de um casal feliz. A
vida a dois há tempos não é mais valorizada, o casamento é uma instituição
falida. A surpresa é encontrar cada vez mais cedo a derrocada dos
relacionamentos. Hoje não existem casais, existem duplas. Duas linhas paralelas
num egoísmo infinito e natural, um mecanismo de defesa, o que nos leva a crer
que todas as demonstrações de carinho são, na verdade, demonstrações de amor
próprio e é justamente quando esse amor próprio é ferido que os relacionamentos
acabam. Acabam! E tudo o que foi vivido torna-se memória normal.
O amor é normal e o egoísmo é saída para o sofrimento. “Que
seja eterno enquanto dure”.Feliz dia dos namorados! Expressão maior do
Romantismo no mundo moderno.

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